Banho e Tosa – O jovem talento Henrique Paes

Sem medo de encarar desafios, ele descobriu uma nova paixão e um dom.

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Tudo aconteceu muito rápido, a oportunidade de trocar de área surgiu quando houve a mudança de São Paulo para Vitória- -ES. Assim começou a história de Henrique Paes com o universo das rasqueadeiras e tesouras e seu talento foi aflorando até chegar ao reconhecimento com prêmios em alguns concursos.

Em 2013 a vida de Henrique Paes deu uma reviravolta e, como um jovem que não tem medo de encarar os desafios propostos pela vida, ele descobriu uma nova paixão e um dom: cuidar dos pelos dos animais. “Tive a oportunidade de trocar de área quando me mudei de São Paulo e fui para Vitória-ES. Lá trabalhei com hotel e fisioterapia animal e me apaixonei por este mundo. Quando voltei para São Paulo fiz meu primeiro curso de banho e tosa na Unipet e o amor só aumentou”, relembra o tosador.

 

 

A diversidade encontrada dentro do mercado pet o aguçou ainda mais e despertou a vontade de se especializar ainda mais e conhecer suas possibilidades. “O que mais me atrai com toda certeza é o grande leque de escolhas e segmentos que temos na área pet, você pode ser um simples banhista até um veterinário ou handler. São muitas opções e você pode achar a que mais gosta dentro de tantas opções e ou fazer todas”. A área escolhida para a especialização foi hand stripping. “Fiz especialização em hand stripping voltada para Cocker Spaniel Inglês. Tudo aconteceu quando estava em um curso de manutenção de pelagem lisa e foi onde conheci minha futura professora Elisângela Câmara, que permitiu usar os exemplares de seu marido Mauro Alves e dono do canil Flutter’s Engleshi Cocker. Após muitas broncas e erros aprendi a fazer hand stripping e participar da minha primeira competição que levei o 2° lugar novos talentos em hand stripping”, conta.

Muitos desafios marcam o crescimento profissional, desde a entrada no mercado até a estabilização. “Algo que me marcou foi um curso que fiz de banho e tosa e ouvi do professor que se eu tirasse uma nota 7 seria porque sou simpático e não bom. Foi algo arrasador, porém me motivou a mostrar que não sou um simples 7, posso não ser um 10, mas estou me esforçando para chegar nele”, relembra.

Para o groomer o mercado cresceu muito desde que entrou, mas existe uma coisa que precisa mudar ainda a valorização do profissional. “Quando comecei, via no mercado um segmento que estava começando a crescer com força. Muitas coisas mudaram de lá para cá, pois muitas empresas exigem de seus profissionais coisas absurdas e oferecem valores extremamente inferiores com relação a suas exigências e com isso muitos que se formam na área acabam abrindo o seu próprio negócio. Não que seja algo ruim, mas chegará uma hora que estará completamente saturado de estabelecimentos e sem uma real qualidade. Acredito que para melhorar, os donos devem investir mais em seus profissionais e oferecer crescimento profissional e salarial para incentivar eles a querer crescer com a empresa”, avalia Henrique.

Fórmula secreta ou receita de sucesso? Para o tosador, isso não existe. “Não acredito que existe fórmula mágica para o sucesso, muitos são simpáticos e ganham pela simpatia, outros são extremamente bons, mas acredito que algo em comum é a vontade de crescer e aprender cada vez mais. Conhecimento abre portas e mostra novas oportunidades. Então, investir em aperfeiçoamento talvez seja o melhor caminho. Só não pode ficar em sua área de conforto, porque senão alguém vai lhe ultrapassar!”, conclui Paes.

 

 

Fonte: Revista Negócios Pet.

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