Quais são as doenças odontológicas mais comuns nos cachorros?

Para quem não sabe, até 85% dos cães em fase adulta (isto é, acima dos cinco anos de vida), têm de lidar com algum tipo de problema dentário.

Segundo o veterinário Herbert Corrêa, mestre em cirurgia especializada em odontologia e consultor na área odontológica da Clínica Strix, em São Paulo, o principal problema nos cães está relacionado à inflamação da gengiva e dos tecidos que suportam os dentes.

A doença é mais conhecida como doença periodontal. “De cada dez cães adultos, oito ou nove têm o problema que leva à perda dos dentes e também pode causar infecção em outros órgãos, como coração e rins. Outros problemas também são comuns, como as fraturas de dentes e os crescentes casos de câncer na boca”, diz.

Se atentar aos sintomas é uma forma de evitar problemas maiores no futuro. No caso da doença periodontal, o sinal mais comum é o mau hálito — que, aliás, nunca deve ser ignorado. “Mau hálito significa que existe infecção na boca”, alerta o veterinário.

Um dos fatos mais preocupantes é que, atualmente, existem diversos produtos no mercado voltados para reduzir o problema. “Isto é um perigo, pois disfarçar o mau hálito não cura a doença. É preciso direcionar o tratamento à sua causa. Seria como desligar o alarme de incêndio ao invés de apagar o fogo”, ressalta Herbert.

Portanto, caso identifique o problema no seu pet, procure imediatamente um especialista em odontologia veterinária. “Outros sinais comuns de que há problemas é a presença de tártaro nos dentes e inflamação da gengiva”, adverte.

É de extrema importância que, desde filhote, o cãozinho tenha um acompanhamento odontológico. Do quarto ao sexto mês de vida, acontece a troca dos dentes de leite pelos dentes permanentes. Esta é uma fase primordial, que deveria ser acompanhada por um especialista. “É comum em raças pequenas que o dente de leite, principalmente os caninos, demorem a cair. Quando isso acontece, o ideal é que eles sejam extraídos para evitar que os dentes permanentes nasçam fora da posição correta”, explica o veterinário.

 

Depois da fase de troca de dentes, os filhotes devem ser condicionados à escovação diária, o que ajudará a manter a gengiva saudável e a saúde oral. Anualmente, deve-se fazer uma avaliação odontológica com um especialista para verificar o estado de saúde bucal e a necessidade de uma limpeza dentária profissional.

O tratamento da doença periodontal vai muito além da limpeza do tártaro. “O tártaro pode ser apenas a “ponta do iceberg”, pois a infecção fica abaixo da gengiva”, esclarece Herbert. O procedimento começa pelo exame detalhado de cada dente, que também incluir a radiografia. Isto permite saber se o osso que sustenta o dente já foi comprometido. “Ao término do tratamento, é feito o polimentos dos dentes para remover toda a placa bacteriana e deixá-los lisos para que as bactérias não acumulem com facilidade, além de facilitar o processo de escovação”, diz.

De acordo com o veterinário, este tipo de tratamento é feito com o pet dormindo, pois eles não entendem o que estamos fazendo e, por isso, precisam estar anestesiados.

E para quem ainda não se convenceu sobre a importância da escovação diária dos dentes dos cachorros, fica o aviso: é ela quem remove a placa bacteriana, a principal causa da doença periodontal. Estudos mostram que, uma escovação realizada pelo menos três vezes por semana é eficiente, porém, os melhores resultados são alcançados com a escovação diária.

“O que também não podemos esquecer, além da escovação, é que nossos pets devem passar por avaliação com especialista pelo menos uma vez ao ano, principalmente se apresentarem mau hálito ou sangramento da gengiva na escovação”, adverte.

Fonte: PetCidade.com.br.

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